
Aniversário da maior central sindical da América Latina foi marcado em Goiás por música, confraternização, resgate da história, homenagens e reflexão sobre os desafios da classe trabalhadora para os próximos anos
A Central Única dos Trabalhadores (e das Trabalhadoras!) celebrou, na sexta-feira, dia 28 de agosto, 43 anos desde a sua fundação. Em Goiás, o aniversário da maior central sindical da nossa América Latina e 5ª maior do planeta Terra, Água, Fogo e Ar (como diria Pedro Wilson Guimarães) foi comemorado com muita afetividade e emoção.
MÚSICA, CAFÉ E BOA PROSA
A confraternização começou com a apresentação do professor de História e músico Wilton Jonh dos Santos Silva, que encantou a todos e todas interpretando as mais brasileiras MPBs.
Um café da manhã coletivo, sob o sol que ilumina o hall do espaço, manteve o tom: café com açúcar e sem açúcar, sucos, frutas, quitandas doces e salgadas, sem faltar o pão-símbolo-da-comunhão entre as pessoas. E a boa prosa, claro!
MEMÓRIA E REFLEXÃO SOBRE O FUTURO
O burburinho prosseguiu no auditório da CUT-GO, com uma roda de conversa composta por atuais e ex-dirigentes da central e de seus sindicatos filiados, que resgatou a história e a memória e refletiu sobre “a CUT que precisamos construir para os próximos anos, mantendo o que nos trouxe até aqui e continua indispensável: unidade, organização, trabalho de base e luta coletiva”, destacou o presidente Flávio Alves da Silva.
A sequência do ato foi de emocionar todas as pessoas presentes, com homenagens aos ex-presidentes da CUT-GO.
O professor Osmar Magalhães foi homenageado por meio da exibição de um vídeo sobre sua história e trajetória de lutas. Ex-auxiliar em administração escolar, Ailton Gilberto Costa (in memoriam) também foi lembrado de forma especial. O trabalhador rural Otacílio Alves Teixeira e o trabalhador em telecomunicações José Antônio também tiveram reconhecidas suas determinantes lutas à frente da CUT-GO.
Foram exibidos, em seguida, carinhosos e fortes vídeos de Bia de Lima, Delúbio Soares e Mauro Rubem, também ex-presidentes da gloriosa CUT-GO.
“A CUT SOMOS NÓS”
Presente pessoalmente, a professora Sandra Cabral ressaltou o quanto foi acertada e fundamental a decisão da classe trabalhadora de criar uma central em pleno período de transição da ditadura para a democracia brasileira.
Ela chamou a todos e todas a prosseguir na luta que, neste momento, passa por ampliar a mobilização pelo fim da escala 6x1 e, principalmente, visando à reeleição do presidente Lula e à eleição de uma forte bancada parlamentar, no Brasil e em Goiás.
O espaço foi aberto às falas das e dos sindicalistas presentes, que enalteceram a história de lutas e conquistas da CUT. Dirigente da central, da CNTSS e do SINTFESP-GO/TO, Terezinha Aguiar chamou a atenção para o desafio histórico da CUT para um futuro próximo:
“Temos o desafio de unificar as pautas de lutas dos trabalhadores e trabalhadoras dos campos, das cidades, dos serviços públicos, de modo a garantir mais conquistas”.
Para Teca, “a CUT somos nós”.
Compuseram a mesa a ex-presidente da CUT-GO, Sandra Cabral; a vereadora Ludmylla Morais; o professor Pedro Wilson; o Superintendente Regional do Trabalho, Nivaldo dos Santos; o presidente da CUT-GO, Flávio Alves da Silva; a professora Iêda Leal, representando a deputada estadual Bia de Lima, a CNTE e o MNU; a deputada federal Adriana Accorsi; o diretor da central, Napoleão Batista; e a dirigente da CNTSS, da CUT-GO e do SINTFESP-GO/TO, Terezinha Aguiar.
SINTFESP-GO/TO
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