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Sintfesp vai às ruas e exige responsabilização por perdas no AparecidaPrev

Ato articulado pelo movimento sindical denuncia perdas no AparecidaPrev e cobra respeito aos direitos de aposentadas e aposentados

 

Dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde e Previdência – Sintfesp-GO/TO — Terezinha Aguiar, Heloiza Massanaro e Mauro Mota — participaram, na manhã desta quarta-feira (28/01), de ato público em frente à sede do Fundo de Previdência dos Servidores do Município de Aparecida de Goiânia (AparecidaPrev). A mobilização denunciou a especulação financeira com recursos previdenciários e cobrou a garantia dos direitos de aposentadas e aposentados.
Em junho de 2024, o AparecidaPrev aplicou R$ 40 milhões em títulos do Banco Master, instituição financeira que foi liquidada pelo Banco Central em novembro de 2025, após a constatação de suspeitas de fraudes bilionárias em suas operações.


Recursos bloqueados e risco de prejuízo

O investimento foi realizado com prazo de 10 anos, o que impede o resgate imediato dos valores. Como alternativa para tentar recuperar os recursos, o fundo previdenciário se habilitou como credor do banco. No entanto, conforme informa o Fórum Goiano em Defesa dos Direitos, da Democracia e da Soberania, a devolução dos valores só será possível caso existam recursos disponíveis após o pagamento das obrigações prioritárias do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que cobre aplicações individuais de até R$ 250 mil.

Mobilização unificada em defesa da previdência pública

O ato foi organizado pelo Fórum Goiano, em articulação com as centrais sindicais CUT e CTB e sindicatos, entre eles o Sintfesp. A mobilização reuniu aposentadas e aposentados em defesa de uma previdência pública, solidária e universal, protegida da especulação financeira e da financeirização dos fundos públicos — prática que atingiu diversos fundos previdenciários no caso do Banco Master.

Fraudes bilionárias e responsabilização

O ex-controlador da instituição, o magnata Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal durante a Operação Compliance Zero, que investiga fraudes estimadas em cerca de R$ 12 bilhões, incluindo a emissão de títulos sem lastro. O empresário permaneceu 12 dias detido em um presídio de São Paulo e atualmente cumpre prisão domiciliar, monitorado por tornozeleira eletrônica.

 

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28/01/2026

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