
O Sintfesp-GO/TO continua atuando na defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras do INSS e do Ministério da Saúde — da ativa e aposentados — que vêm enfrentando problemas junto à Receita Federal em razão de inconsistências nas informações de rendimentos encaminhadas pelos próprios órgãos federais, e não por erros cometidos pelos servidores.
Após as notificações encaminhadas pelo sindicato, o INSS e o Ministério da Saúde responderam oficialmente ao Sintfesp e reconheceram a existência de problemas relacionados ao processamento das informações do Imposto de Renda 2026.
INSS informa que acionou o MGI
Em resposta aos ofícios do Sintfesp-GO/TO, o INSS informou que está buscando a solução das inconsistências de informação e que, para isso, oficiou a Secretaria de Gestão de Pessoas do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).
No OFÍCIO SEI Nº 237/2026/GABPRE/PRES-INSS, encaminhado ao sindicato, o Chefe de Gabinete da Presidência Substituto do INSS, Diogo Freitas Figueiredo, informa que remeteu a solicitação do Sintfesp à Diretoria de Gestão de Pessoas (DGP) e encaminhou à entidade sindical as informações prestadas pela área técnica do instituto.
Já no OFÍCIO SEI Nº 60/2026/DGP-INSS, a Diretora de Gestão de Pessoas, Iveline Barreto Leitão, informa que o órgão já orientou o seu público interno a priorizar o Informe de Rendimentos disponibilizado por meio do SOUGOV como documento-base para a declaração do Imposto de Renda.
A diretora também orienta os servidores a se absterem de realizar retificações imediatas motivadas apenas pela declaração pré-preenchida e a acompanharem o processamento das informações no eCAC, em alinhamento com as diretrizes públicas da Receita Federal do Brasil.
Dependência da estabilidade dos dados do governo federal
A Diretoria de Gestão de Pessoas do INSS ressalta, contudo, que essas medidas “dependem da estabilidade do pipeline de dados sob gestão do MGI”.
Na prática, isso significa que a eficácia e a confiabilidade das ações adotadas estão diretamente relacionadas à capacidade do governo federal de coletar, processar, integrar e disponibilizar os dados de forma contínua, segura e consistente.
Ministério da Saúde confirma inconsistências
A Superintendência Estadual do Ministério da Saúde no Tocantins (SEMS/TO) também respondeu oficialmente à solicitação do Sintfesp-GO/TO.
No OFÍCIO Nº 139/2026/TO/SMSA/SAA/SE/MS, o superintendente Relmivam Rodrigues Milhomem confirma que existem inconsistências nas informações processadas via e-Social.
Segundo ele, “tais divergências decorrem de um conflito de sistemas na integração dos dados relativos ao IRPF, o que impactou o processamento das informações junto à Receita Federal e, consequentemente, acarretou a retenção de alguns servidores em malha fina”.
Ministério orienta servidores sobre correção dos dados
A Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas (COGEP) do Ministério da Saúde, em Brasília, informou que está realizando os ajustes necessários para correção das inconsistências.
Para agilizar a resolução individual de cada caso e garantir a correção dos dados informados, o órgão orienta os servidores a seguirem o seguinte procedimento:
Receita Federal ainda não respondeu ao Sintfesp
O Sintfesp-GO/TO também cobrou providências do Delegado da Receita Federal do Brasil em Goiânia (DRF/Goiânia), Djalma Alencar Lustosa Sobrinho.
Até o momento, porém, a entidade sindical ainda não recebeu resposta da Receita Federal.
Sintfesp seguirá acompanhando o caso
O Sintfesp-GO/TO seguirá acompanhando a situação e cobrando providências dos órgãos responsáveis para que nenhum trabalhador seja penalizado por falhas sistêmicas do governo federal.
O sindicato reforça que os problemas identificados decorrem de inconsistências nos sistemas de processamento e integração de dados dos órgãos públicos, não sendo causados pelos servidores do INSS e do Ministério da Saúde.
SINTFESP-GO/TO
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