
O Sintfesp-GO/TO notificou formalmente a Receita Federal, o Ministério da Saúde e o INSS em Goiás e Tocantins, cobrando correção urgente das inconsistências para evitar prejuízos financeiros e atrasos nas restituições dos trabalhadores.
Servidores do Ministério da Saúde (MS) e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) devem redobrar a atenção ao preencher a declaração do Imposto de Renda 2026 (ano base 2025). Comunicados emitidos pelos próprios órgãos apontam a existência de inconsistências nos dados de rendimentos disponibilizados pela Receita Federal, especialmente na declaração pré-preenchida.
Falhas na migração de dados
De acordo com orientações institucionais, os problemas estão relacionados à migração de informações para o sistema eSocial, que substituiu a antiga DIRF. Entre as falhas identificadas estão divergências de valores, ausência de dados e até duplicidade de rendimentos. Diante desse cenário, a recomendação oficial é que os servidores utilizem como base o Informe de Rendimentos disponível no SouGov, considerado o documento mais confiável para a declaração.
Orientações do INSS
No caso do INSS, o Ofício Circular nº 16/2026 reforça que a declaração pré-preenchida não deve ser utilizada como única fonte de dados, cabendo ao servidor a conferência e eventual retificação das informações. O documento também orienta sobre o uso correto do CNPJ da fonte pagadora e alerta para a possibilidade de inconsistências junto à Receita Federal.
Posicionamento do Ministério da Saúde
Já o Ministério da Saúde, por meio de sua área de gestão de pessoas (COGEP/SAA/SE-MS), reconhece que “falhas de validação ocasionaram omissão de valores gerando divergências entre o Comprovante de Rendimentos e a declaração pré-preenchida (com valores maiores)”.
“Todas as informações de 2025 foram enviadas corretamente ao sSocial, sem omissão por parte deste órgão. Já estão em andamento tratativas com a RFB para correção”, ressalta o Ministério da Saúde, que orienta os servidores a:
• Aguardar a atualização das informações; ou
• Declarar utilizando o Comprovante de Rendimentos disponível no SouGov/SIGEPE.
Alerta
O órgão faz ainda um alerta: “a declaração antes da atualização pode gerar malha fina temporária, com regularização automática após a correção”.
Atuação sindical
Diante da gravidade da situação, a Fenasps e a CNTSS/CUT têm alertado os trabalhadores sobre os riscos de prejuízos financeiros e de retenção em malha fina, além de cobrar providências do governo federal para a correção imediata das falhas sistêmicas.
Sintfesp cobra providências
A diretoria colegiada do Sintfesp também atua de forma direta frente ao problema. O sindicato notificou formalmente a Receita Federal, a Superintendência Estadual e a área de Gestão de Pessoas do Ministério da Saúde em Goiás e Tocantins, bem como a presidência nacional do INSS (direção geral), a Superintendência Regional Norte/Centro-Oeste e as Gerências Executivas da autarquia em Anápolis, Goiânia e Palmas.
Nos ofícios encaminhados, o Sintfesp solicita a adoção de providências urgentes para que todas as inconsistências sejam corrigidas o mais brevemente possível, a fim de evitar prejuízos financeiros aos trabalhadores e eventuais atrasos nas restituições a que tenham direito. Pede ainda audiência com os respectivos gestores para tratar do assunto.
Acompanhamento do caso
O sindicato seguirá acompanhando o caso e orienta a categoria a manter atenção redobrada no momento da declaração, priorizando sempre os dados oficiais dos informes de rendimentos.
Acesse e faça download dos ofícios enviados pelo Sintfesp-GO/TO:
À presidente do INSS, Ana Cristina Viana Silveira - Of. SINTFESP - GO/TO nº 024/2026
SINTFESP-GO/TO
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